Empresa se torna pioneira ao expandir o uso comercial de aeronaves não tripuladas para aplicação noturna de defensivos, elevando produtividade e eficiência no campo
A SLC Agrícola deu mais um passo na consolidação de seu perfil inovador ao ampliar o uso de pulverizadores agrícolas autônomos em suas operações no Brasil. A companhia firmou parceria com a empresa de robótica Pyka, da Califórnia, para incorporar o Pelican 2 — considerado o maior avião agrícola elétrico e autônomo do mundo — à rotina de aplicação de defensivos em suas fazendas.
Os testes começaram na última safra, quando dois colaboradores da SLC foram treinados para operar o sistema. Com os resultados obtidos em campo, a empresa decidiu expandir a frota. Segundo Ronei Sandri Sana, representante da SLC Agrícola, em entrevista ao AgFunders News, o desempenho superou as expectativas. “O Pelican 2 comprovou sua capacidade de fornecer proteção confiável às lavouras todas as noites, mesmo em condições exigentes. Estamos ampliando a frota para continuar impulsionando a inovação e a produtividade em nossas operações”, afirmou.
O movimento coloca a SLC entre os primeiros grandes produtores do mundo a adotar a pulverização aérea autônoma em escala comercial, reforçando o protagonismo do agronegócio brasileiro na incorporação de tecnologias de ponta.
A principal vantagem operacional está na pulverização noturna. De acordo com Michael Norcia, CEO da Pyka, muitos defensivos — especialmente os biológicos, cada vez mais usados no Brasil — apresentam melhor desempenho à noite, quando há menos vento, menor evaporação e maior atividade de determinadas pragas. Além disso, as temperaturas mais amenas ajudam a preservar a eficácia dos produtos.
Outro diferencial é a redução de perdas associadas ao tráfego de máquinas pesadas no campo. Diferentemente dos pulverizadores de barra, que passam repetidamente sobre a lavoura e podem causar amassamento de plantas, a aplicação aérea autônoma reduz esse impacto. Segundo a Pyka, o custo total de aplicação tende a ser menor que o de aeronaves tripuladas e competitivo em relação aos pulverizadores terrestres, com o ganho adicional de preservar produtividade.
O Pelican 2 tem capacidade para 300 litros de carga, realiza voos totalmente autônomos e pode atingir produtividade de até 100 hectares por hora. A aeronave utiliza sensores como LiDAR (tecnologia de mapeamento por laser) e radar para detectar e desviar de obstáculos em tempo real, mesmo voando a poucos metros acima da lavoura e em alta velocidade — um desafio técnico que, segundo a empresa, exigiu anos de desenvolvimento.
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Embora a Pyka atue também nos Estados Unidos e na América Central, o Brasil é hoje um dos principais focos da expansão comercial. O modelo de grandes grupos agrícolas verticalizados, como a SLC Agrícola, favorece a adoção direta da tecnologia, sem depender apenas de prestadores de serviço de aviação agrícola.
Ao apostar de forma consistente na automação aérea, a SLC reforça uma característica que marca sua trajetória: a busca contínua por soluções que combinem escala, eficiência operacional e inovação tecnológica no campo. Em um cenário de crescente pressão por produtividade e sustentabilidade, a empresa se posiciona mais uma vez na linha de frente da transformação digital do agronegócio.




