segunda-feira, 26/01/2026
spot_imgspot_img
InícioSala de InovaçãoSLC Agrícola amplia uso de pulverização aérea autônoma no Brasil

SLC Agrícola amplia uso de pulverização aérea autônoma no Brasil

Empresa se torna pioneira ao expandir o uso comercial de aeronaves não tripuladas para aplicação noturna de defensivos, elevando produtividade e eficiência no campo

 

 

A SLC Agrícola deu mais um passo na consolidação de seu perfil inovador ao ampliar o uso de pulverizadores agrícolas autônomos em suas operações no Brasil. A companhia firmou parceria com a empresa de robótica Pyka, da Califórnia, para incorporar o Pelican 2 — considerado o maior avião agrícola elétrico e autônomo do mundo — à rotina de aplicação de defensivos em suas fazendas.

Os testes começaram na última safra, quando dois colaboradores da SLC foram treinados para operar o sistema. Com os resultados obtidos em campo, a empresa decidiu expandir a frota. Segundo Ronei Sandri Sana, representante da SLC Agrícola, em entrevista ao AgFunders News, o desempenho superou as expectativas. “O Pelican 2 comprovou sua capacidade de fornecer proteção confiável às lavouras todas as noites, mesmo em condições exigentes. Estamos ampliando a frota para continuar impulsionando a inovação e a produtividade em nossas operações”, afirmou.

O movimento coloca a SLC entre os primeiros grandes produtores do mundo a adotar a pulverização aérea autônoma em escala comercial, reforçando o protagonismo do agronegócio brasileiro na incorporação de tecnologias de ponta.

A principal vantagem operacional está na pulverização noturna. De acordo com Michael Norcia, CEO da Pyka, muitos defensivos — especialmente os biológicos, cada vez mais usados no Brasil — apresentam melhor desempenho à noite, quando há menos vento, menor evaporação e maior atividade de determinadas pragas. Além disso, as temperaturas mais amenas ajudam a preservar a eficácia dos produtos.

Outro diferencial é a redução de perdas associadas ao tráfego de máquinas pesadas no campo. Diferentemente dos pulverizadores de barra, que passam repetidamente sobre a lavoura e podem causar amassamento de plantas, a aplicação aérea autônoma reduz esse impacto. Segundo a Pyka, o custo total de aplicação tende a ser menor que o de aeronaves tripuladas e competitivo em relação aos pulverizadores terrestres, com o ganho adicional de preservar produtividade.

O Pelican 2 tem capacidade para 300 litros de carga, realiza voos totalmente autônomos e pode atingir produtividade de até 100 hectares por hora. A aeronave utiliza sensores como LiDAR (tecnologia de mapeamento por laser) e radar para detectar e desviar de obstáculos em tempo real, mesmo voando a poucos metros acima da lavoura e em alta velocidade — um desafio técnico que, segundo a empresa, exigiu anos de desenvolvimento.

 

Leia Mais:

 

Embora a Pyka atue também nos Estados Unidos e na América Central, o Brasil é hoje um dos principais focos da expansão comercial. O modelo de grandes grupos agrícolas verticalizados, como a SLC Agrícola, favorece a adoção direta da tecnologia, sem depender apenas de prestadores de serviço de aviação agrícola.

Ao apostar de forma consistente na automação aérea, a SLC reforça uma característica que marca sua trajetória: a busca contínua por soluções que combinem escala, eficiência operacional e inovação tecnológica no campo. Em um cenário de crescente pressão por produtividade e sustentabilidade, a empresa se posiciona mais uma vez na linha de frente da transformação digital do agronegócio.

RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

Mais lidas

Últimos comentários