terça-feira, 01/04/2025
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The Land Group expande modelo de agricultura regenerativa para o Brasil

Gestora de ativos agrícolas uruguaia vê oportunidade de crescimento no país, combinando sustentabilidade e rentabilidade

 

 

A The Land Group, empresa uruguaia especializada em gestão de ativos agrícolas, anunciou sua expansão para o Brasil. Com um modelo baseado na agricultura regenerativa, a companhia busca captar investidores e transformar propriedades rurais em operações sustentáveis e lucrativas. Atualmente, a empresa administra 40 mil hectares no Uruguai e Paraguai, e vê no Brasil um mercado estratégico para ampliar sua atuação.

A entrada no Brasil surge como um movimento natural para a The Land Group. O país é uma potência agrícola global, figurando entre os maiores produtores e exportadores de grãos e carne bovina. Além disso, possui um ecossistema de investimentos robusto, com um grande volume de capital disponível para o setor agropecuário.

“O Brasil conta com muitos investidores institucionais, family offices e fundos interessados no agronegócio. Se conseguirmos atrair uma parcela desse capital, podemos gerar oportunidades valiosas para ambas as partes”, afirma Francisco Roque de Pinho, cofundador da The Land Group.

 

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A proximidade cultural entre Brasil e Uruguai também facilita a abordagem inicial da empresa junto aos investidores locais. Segundo Pinho, a forte conexão dos brasileiros com o setor agrícola torna o país um ambiente propício para investimentos em terras regenerativas.

Modelo de gestão e práticas regenerativas

Fundada em 2016, a The Land Group nasceu da necessidade de recuperar solos degradados na América do Sul. Seus fundadores, Francisco Roque de Pinho e Joaquín Labella, perceberam que práticas convencionais, como a monocultura de soja sem rotação, comprometiam a produtividade e a saúde do solo. Como resposta, introduziram a pecuária em sistemas de pastagem rotativa multi-paddock, promovendo a regeneração das terras.

A abordagem da empresa evoluiu para um modelo de conversão em larga escala, permitindo que propriedades agrícolas convencionais adotem práticas regenerativas sem comprometer a rentabilidade. Segundo Pinho, o segredo está na adoção de métodos escaláveis e economicamente viáveis.

“Algumas práticas regenerativas podem parecer atraentes, mas não são lucrativas ou fáceis de expandir. Nosso objetivo é equilibrar sustentabilidade e retorno financeiro para garantir a adesão dos investidores”, explica.

Diferente dos fundos tradicionais, a The Land Group trabalha com contas gerenciadas separadamente, administrando cada investimento de acordo com as necessidades do cliente e da propriedade. No Brasil, a empresa estuda adotar tanto esse modelo quanto estruturas de fundos de investimento mais convencionais.

Oportunidade para conversão de terras

A empresa já está em negociação para atuar em propriedades no Brasil que operam de forma convencional, mas cujos donos demonstram interesse na transição para práticas regenerativas.

“Temos identificado oportunidades para transformar propriedades agrícolas existentes em operações regenerativas. Essa abordagem está no DNA da The Land Group, e acreditamos que há um grande potencial para replicá-la no Brasil”, conclui Pinho.

Com um setor agropecuário dinâmico e uma crescente demanda por sustentabilidade, o Brasil se apresenta como um território fértil para a expansão da The Land Group, unindo inovação, conservação ambiental e retorno financeiro para investidores.

 

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