Criação de insetos oferece alternativa proteica às comunidades, protegendo a biodiversidade e promovendo segurança alimentar em regiões vulneráveis
Em uma iniciativa sustentável para proteger os lêmures de Madagascar, ameaçados de extinção, a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) destacou um programa inovador que incentiva o consumo de insetos como fonte alternativa de proteína.
O projeto, que faz parte do Programa de Gestão Sustentável da Vida Selvagem (SWM), introduziu a criação comunitária do Sakondry, um inseto tradicionalmente consumido na região. Rico em proteínas, o Sakondry oferece nutrição equivalente à carne vermelha, mas com baixo impacto ambiental. A criação ocorre em plantações de feijão-lima, uma leguminosa que serve como alimento para os insetos e melhora a qualidade do solo.
Com isso, as comunidades locais têm uma alternativa sustentável ao consumo de carne de animais silvestres, que, muitas vezes, inclui os lêmures. A proposta não só preserva a biodiversidade, mas também fortalece a segurança alimentar e gera oportunidades econômicas, principalmente para mulheres, que lideram a criação dos insetos.
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Lição para o Brasil
No Brasil, onde a biodiversidade é uma das maiores do mundo, a iniciativa pode inspirar soluções sustentáveis em regiões vulneráveis, unindo conservação ambiental e segurança alimentar. O uso de insetos como fonte proteica, aliado a práticas agrícolas tradicionais, poderia equilibrar o combate à fome com a preservação de espécies ameaçadas.
Com destaque internacional pela FAO, a história de Madagascar reforça o potencial de soluções baseadas na natureza para proteger ecossistemas e beneficiar comunidades locais.