MFIC cria um ecossistema para aproximar ciência, tecnologia e indústria em torno da inovação no setor de alimentos
O Instituto Mauá de Tecnologia inaugura nesta quarta-feira (19), em Mauá (SP), o Mauá Food Innovation Center (MFIC), espaço criado para apoiar empresas no desenvolvimento e na validação de novos produtos, processos e tecnologias para a indústria de alimento, criando um ecossistema de inovação em torno do setor.
O MFIC nasce como um ponto de convergência entre academia, empresas e especialistas, ampliando a capacidade da Instituição de apoiar projetos desde a concepção da ideia até a validação técnica e a produção em escala piloto.
O novo espaço foi estruturado para que empresas inovem com mais segurança, agilidade e embasamento científico, contando com o apoio de professores, pesquisadores e equipes técnicas, além de acesso a laboratórios, plantas piloto e equipamentos de alta tecnologia.
Para o engenheiro Henrique Satkunas, o centro representa um avanço na relação entre a Mauá e o setor produtivo. Segundo ele, ao reunir infraestrutura, especialistas e pesquisa aplicada em um mesmo ambiente, a Instituição amplia sua capacidade de apoiar empresas, reduzir riscos no desenvolvimento de projetos e acelerar a chegada de novas ideias ao mercado.
Da formulação à escala piloto
A estrutura do MFIC foi organizada para atender diferentes etapas do desenvolvimento de alimentos como: desenvolvimento de produtos e formulações, prototipagem, testes, validação de desempenho, otimização de processos e escalonamento industrial.
Em volta desse ecossistema, existe um suporte operacional de outras de áreas de expertise do Instituto Mauá, tais como: Inteligência Artificial, Manufatura avançada e estudo de design, o que faz do Mauá Food Innovation Center, um ecossistema único. É justamente essa integração entre etapas que caracteriza um ecossistema funcional: cada elo (pesquisa, infraestrutura, indústria e mercado) se conecta ao seguinte, reduzindo o caminho entre uma ideia e sua chegada ao consumidor.
Uma empresa poderá, por exemplo, desenvolver ou modificar uma formulação e produzir lotes piloto para avaliar seu comportamento antes de levá-la para uma linha industrial.
O centro também poderá apoiar estudos de estabilidade e vida útil, análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais e pesquisas com consumidores.
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A escala piloto ocupa uma posição importante nessa estrutura. É nessa etapa que processos inicialmente desenvolvidos em laboratório podem ser avaliados em volumes e condições mais próximos da produção, permitindo identificar ajustes necessários antes da fabricação industrial.
Centro reúne tecnologias para diferentes segmentos de alimentos
A infraestrutura instalada atende áreas como biotecnologia, processamento térmico, secagem, panificação, carnes, laticínios e bebidas.
Entre os equipamentos disponíveis estão plantas UHT, autoclaves, liofilizadores, spray dryers, biorreatores, reatores multiuso, sistemas de filtração e uma impressora 3D de alimentos.
A variedade de tecnologias permite que o centro trabalhe tanto no desenvolvimento de produtos quanto na avaliação e otimização dos processos necessários para produzi-los.
Além da infraestrutura específica para alimentos, os projetos poderão acessar outras áreas de conhecimento do Instituto Mauá de Tecnologia, incluindo inteligência artificial, manufatura avançada e design.
A integração dessas competências poderá ser utilizada de acordo com as necessidades de cada projeto, acrescentando ferramentas digitais, engenharia e desenvolvimento de produto às estruturas de processamento de alimentos.
Centro busca aproximar pesquisa e aplicação industrial
Com o MFIC, a Mauá pretende ampliar a conexão entre pesquisa aplicada e demandas da indústria.
A estrutura foi concebida para receber projetos em diferentes níveis de desenvolvimento. Uma tecnologia ainda em fase inicial poderá passar por testes e prototipagem, enquanto projetos mais avançados poderão utilizar as plantas piloto para avaliar parâmetros de processamento e preparar uma futura transferência para escala industrial.
Essa possibilidade busca reduzir a distância entre o desenvolvimento de uma solução e sua aplicação produtiva, permitindo que decisões sobre investimentos em equipamentos, processos e fabricação sejam tomadas depois de etapas intermediárias de validação.
“O centro foi pensado para oferecer às empresas um ambiente confiável de desenvolvimento, no qual seja possível testar, aprender, aperfeiçoar e validar soluções antes de levá-las ao mercado”, afirma Satkunas.
Saiba mais sobre o assunto:
O que é o Mauá Food Innovation Center?
O Mauá Food Innovation Center (MFIC) é novo espaço criado para aproximar ciência, tecnologia e indústria e consolidar um verdadeiro ecossistema de inovação em torno do setor de alimentos. Mais do que um centro de infraestrutura, o MFIC nasce como um ponto de convergência entre academia, empresas e especialistas, ampliando a capacidade da Instituição de apoiar projetos desde a concepção da ideia até a validação técnica e a produção em escala piloto.
O que as empresas poderão desenvolver no MFIC?
O centro poderá apoiar projetos de formulação, prototipagem, testes de desempenho, otimização de processos, estudos de estabilidade e vida útil, análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais e produção em escala piloto.
Quais tecnologias estão disponíveis no Mauá Food Innovation Center?
A infraestrutura inclui plantas UHT, autoclaves, liofilizadores, spray dryers, biorreatores, reatores multiuso, sistemas de filtração e impressora 3D de alimentos, além de recursos para diferentes segmentos da indústria.
Quais áreas da indústria de alimentos podem utilizar o centro?
A infraestrutura atende áreas como biotecnologia, processamento térmico, secagem, panificação, carnes, laticínios e bebidas.
Qual é a função da escala piloto no desenvolvimento de alimentos?
A escala piloto permite avaliar produtos e processos em condições mais próximas da fabricação industrial antes de avançar para investimentos e produção em maior escala.




