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FoodTech 500 seleciona 25 startups latino-americanas de sete países

Seleção de 2025 reúne empresas que desenvolvem ingredientes alimentares, soluções biotecnológicas e tecnologias para a produção agrícola

 

 

A América Latina tem 25 startups e scaleups entre as 500 finalistas do FoodTech 500 de 2025, ranking internacional organizado pela Forward Fooding. As empresas selecionadas representam sete países — Brasil, Argentina, Chile, México, Colômbia, Peru e Uruguai — e desenvolvem soluções que vão de novos ingredientes alimentares e fermentação a biotecnologia agrícola e ferramentas digitais para a produção de alimentos. Os resultados foram apresentados em um levantamento regional publicado em 6 de outubro de 2026.

As companhias latino-americanas correspondem a 5% das finalistas globais. Entre as empresas selecionadas estão negócios voltados a novos alimentos, bebidas e ingredientes, além de startups de agricultura de precisão, rastreabilidade e tecnologias aplicadas a diferentes etapas da cadeia agroalimentar.

A composição oferece um retrato das áreas tecnológicas representadas por empresas latino-americanas em uma seleção internacional, com aplicações tanto na produção agrícola quanto no desenvolvimento de produtos e ingredientes para a indústria.

Como funciona o FoodTech 500

Organizado pela Forward Fooding, plataforma de inteligência de dados sobre o setor agroalimentar, o FoodTech 500 reúne anualmente startups e scaleups que desenvolvem soluções relacionadas a alimentos, tecnologia e sustentabilidade.

A sétima edição, correspondente a 2025, recebeu mais de 1.200 candidaturas de 87 países. A classificação considera três dimensões principais: porte empresarial, presença digital e sustentabilidade, combinadas em uma pontuação que determina a posição das empresas selecionadas.

O levantamento resulta de um processo de candidatura e classificação segundo critérios próprios da organização. Por isso, as 25 finalistas não representam a totalidade das startups latino-americanas nem constituem uma medida direta do desenvolvimento tecnológico da região.

Biotecnologia e novos ingredientes integram a seleção

A seleção latino-americana reúne empresas dedicadas ao desenvolvimento de novos alimentos, bebidas e ingredientes, além de soluções voltadas à produção agrícola e a outras etapas da cadeia alimentar.

Entre as empresas selecionadas está a brasileira Cellva, 331ª colocada, que desenvolve soluções de ingredientes com microencapsulação. A tecnologia permite incorporar compostos alimentares em estruturas destinadas a protegê-los e controlar sua liberação, com aplicações propostas para estabilidade de ingredientes, entrega de nutrientes, preservação de sabores e formulações com menor teor de gordura.

 

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A chilena Done Properly, na posição 265, utiliza biotecnologia e fermentação no desenvolvimento de ingredientes alimentares. A empresa trabalha com processos que transformam subprodutos industriais em matérias-primas de maior valor agregado, buscando novas aplicações para a indústria de alimentos.

Os dois exemplos mostram como tecnologias biológicas e de processamento podem ser utilizadas no desenvolvimento de ingredientes e formulações. As descrições correspondem às atividades declaradas pelas empresas, sem pressupor que todos os benefícios pretendidos já tenham sido demonstrados em escala comercial.

Agricultura de precisão e biotecnologia também estão presentes

A seleção latino-americana inclui empresas que desenvolvem soluções para melhorar a gestão da produção agrícola, utilizando dados, sensores e ferramentas digitais.

Um exemplo é a chilena Instacrops, classificada na 172ª posição do FoodTech 500 de 2025. A startup desenvolve uma plataforma que combina informações de sensores agrícolas e inteligência artificial para apoiar decisões de manejo.

Na prática, a tecnologia organiza dados coletados nas propriedades rurais para auxiliar produtores no acompanhamento das condições das lavouras e na tomada de decisões operacionais. A Forward Fooding classifica a Instacrops na categoria AgTech, na subcategoria de gestão agrícola e agricultura de precisão.

Outro exemplo é a argentina Puna Bio, 142ª colocada. A empresa desenvolve insumos biológicos baseados em microrganismos, voltados ao manejo agrícola e à recuperação de solos degradados. Suas soluções buscam atuar sobre a produtividade e as condições biológicas do solo, utilizando processos diferentes daqueles empregados por ferramentas digitais de agricultura de precisão.

A presença das duas empresas ilustra a diversidade tecnológica dentro da própria categoria AgTech: enquanto a Instacrops concentra sua atuação no uso de dados para decisões agrícolas, a Puna Bio desenvolve soluções biológicas aplicadas à produção.

Maioria das selecionadas já gera receita

Segundo a Forward Fooding, 20 das 25 finalistas latino-americanas, ou 80%, já geram receita. Outras informações do levantamento indicam que 23 empresas, equivalentes a 92% do grupo, receberam financiamento externo.

Os números mostram que a seleção reúne principalmente negócios com alguma atividade comercial e histórico de acesso a recursos financeiros. Não permitem, porém, concluir que essas empresas sejam rentáveis ou que suas tecnologias tenham alcançado escala industrial.

A organização também informa que 19 das finalistas já haviam participado de edições anteriores do FoodTech 500, enquanto seis ingressaram pela primeira vez na lista de 2025.

Tecnologias para diferentes etapas da cadeia alimentar

A participação de empresas de sete países evidencia a variedade de soluções desenvolvidas pelas startups latino-americanas incluídas no levantamento.

Na indústria de alimentos, aparecem tecnologias de microencapsulação, fermentação e desenvolvimento de ingredientes. Na produção agrícola, figuram plataformas digitais de gestão, agricultura de precisão e insumos biológicos. A seleção também contempla aplicações relacionadas à rastreabilidade, ao processamento e à gestão de recursos.

Para profissionais de inovação, pesquisa e desenvolvimento e estratégia da indústria alimentar, o ranking oferece uma referência para identificar empresas que trabalham em áreas tecnológicas distintas e compreender as aplicações que procuram desenvolver.

A presença de empresas voltadas a novos alimentos, ingredientes e soluções agrícolas mostra que as finalistas latino-americanas desenvolvem tecnologias destinadas a diferentes etapas da cadeia alimentar.

O FoodTech 500 não permite medir sozinho a liderança tecnológica ou o desempenho do ecossistema latino-americano. Sua contribuição está em identificar empresas e soluções que integram uma seleção internacional e tornar visível a diversidade de aplicações tecnológicas em desenvolvimento na região.

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